O Guaraná da Amazônia
Em toda a história da humanidade, mesmo em época bem remota, há indicativos da preocupação com a libido. Historiadores relatam que no Egito antigo existiam poções mágicas, feitiços e rituais para encantar o sexo oposto, ou fomentar o apetite sexual quando este não se manifestasse a contento. Os segredos, guardados as sete chaves por sacerdotes e curandeiros, eram geralmente relacionadas com as propriedades afrodisíacas de certas plantas.
No Brasil o destaque mais que merecido e comprovado é para o GUARANÁ.
A árvore é um arbusto de cerca de três metros de altura, em forma de cipó, com copa que varia de 9 a 12 m², muito comum no ESTADO DO PARÁ.
Pesquisadores da EMBRAPA constataram em suas sementes a presença de até 6,2% de cafeína, teor quatro vezes maior que o do café, o que explica o efeito estimulante da fruta, já conhecido e utilizado pelos índios da Amazônia, pelo menos desde o século XVII, em forma de pasta como alimento e remédio. Um relato do padre Felipe Bettendorf, datado de 1669, conta sobre a frutinha que os índios transformavam em umas bolas que eles valorizavam ”como os brancos estimam o seu ouro”. O padre explica: “desfeitas em água elas dão tanta força como bebida que indo à caça um dia até o outro eles não sentem fome.”
As frutinhas vermelhas em cachos, ao amadurecer, se abrem mostrando o interior negro, em contraste com a massa branca ao redor, como se fossem olhos. Os índios explicam o fenômeno com uma lenda que é encenada em Maués (AM) todos os anos em novembro, na Festa do Guaraná. Conta a história que a planta se originou dos olhos abertos de uma jovem morta junto com seu namorado, por um raio. Eles viviam um romance proibido, por serem de tribos rivais.
Os efeitos energéticos descobertos pelos índios, acabaram por estimular o interesse pelo aproveitamento industrial do guaraná. Rapidamente chegaram à Europa informações sobre as qualidades terapêuticas da planta, provocando o interesse no seu consumo em todo o mundo.
Assim é que, em 1921, foi inventado o refrigerante à base de guaraná. O produto, transformado em símbolo do Brasil, conquistou consumidores em países como Portugal, Espanha, Porto Rico, Japão. A ampliação do uso comercial das sementes, denominadas “frutos da juventude” e incorporadas por indústrias nas áreas de farmácia e de beleza, animou milhares de agricultores da Bahia, na antiga zona cacaueira. Em menos de dez anos, o Estado se transformou no maior produtor nacional. Hoje, de acordo com os cálculos da EMBRAPA, 70% das sementes colhidas no Brasil, vão para a fabricação de refrigerantes de empresas brasileiras. Além de vender para fábricas regionais de refrigerantes, os produtores baianos atendem à demanda de indústrias farmacêuticas, de cosméticos e de produtos energéticos.
Como faziam os índios, o guaraná é valorizado como estimulante em tipos variados de produtos, como “arrebites”, cápsulas e outros produtos para praticantes de esportes.
O PHD em botânica,pesquisador e professor aposentado da UNICAMP GIL FELIPPE estudou varias espécies consideradas afrodisíacas,sua origem, denominação, gênero, família.
Pois bem, o Guaraná é uma das plantas que o Professor Gil Felippe comprovou possuir propriedades afrodisíacas e que a medicina natural considera alimento capaz de revigorar as perdas orgânicas. Portanto, ele está entre os energéticos eleitos.
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